Coco Panamenho

Publicado em 17 de agosto de 2012

Quando você pensa em Caribe ou no Panamá, lembra de longas e perfeitas ondas ou de ótimos beach breaks para relaxar. Bom, o que o peruano Gabriel Villaran, o estadunidense Ben Bourgeois e o havaiano Ian Walsh domaram por lá foi algo totalmente fora do padrão: um quebra-coco rápido, buraco e grosseiro, que lembra em muito alguns picos brasileiros, principalmente a Paúba.

Apesar de o final da onda fechar em sua maioria, vários tubos foram completados com muito talento. É realmente um clipe alucinante! Os wipe outs são bizarros e maneiríssimos, além dos drops super verticais. A batida eletrônica no som completa o perfeito clima do vídeo.

Se vocês querem ação, apertem o play, que a onda panamenha é sinônimo disto. Dêêêxa!

Texto: Águia

3 comentários

  1. Marcos disse:

    Caro Águia, como você pode conferir pelo meu IP, sou frequentador assíduo desta página e grande admirador do trabalho da equipe DEXA. Resolvi fazer este primeiro comentário porque acho que será uma colaboração para – ainda que bem pequena – tornar este site melhor. “Estadunidense” é um termo errado, que soa mal aos ouvidos. Existem pessoas que utilizam este termo como forma de protesto contra o “imperialismo”, as mesmas pessoas que estão por trás do famoso ” nós pega o peixe” nas cartilhas do MEC. Os mesmos que não ousariam utilizar essa concordância em suas teses de mestrado! O termo brasileiro foi criado quando nossa terra se chamava Estados Unidos do Brasil e nem por isso somos “estadunidenses” o mesmo vale para os americanos. “Estadunidense” é ideológico demais, envolve politicagem, e talvez você e outros nem saibam disso. Não me leve a mal, pois o trabalho do DEXA é imensamente maior do que este detalhe! Faço questão de ler os textos antes de assistir os vídeos, justamente porque os acho bons. Novamente quero deixar claro meu respeito ao seu trabalho e de toda a equipe. Agora vou apertar o play!

    Saudações.

    • aguia disse:

      Grande Marcos, agradeço de coração aos elogios, bem como ao toque. Na verdade, foi na faculdade que comecei a escrever o termo, pois sempre lia em várias matérias e achava justo, mas nunca tive essa posição anti-imperialista que virou febre na era Bush. Na verdade, eu usava o termo por achar ‘americano’ algo que englobe algo muito maior, já que todos somos americanos. Bom, não se pode negar que eles foram bem espertos, adotaram o termo e quase patentearam. Porém, ao contrário do que falou, nenhum dos dois termos está errado, mas o ‘estadunidense’ carrega realmente essa áura política e soa pior aos ouvidos, enquanto o outro carrega a áura imperialista, apesar da sonoridade mais agradável. Enfim os dois estão corretos, bem como o ‘norte-americano’ – que, se pensar bem, bota de lado Canadá e, principalmente, México. Bom, essa decisão vocabular que eu tomei foi consciente, eu sabia do apego político, mas contava com que o esporte não absorvesse isso, já que o próprio surf separa o Hawaii dos Estados Unidos, o que é uma questão muito mais complicada. Se você reparou bem, eu botei ‘estadunidense’ para um e ‘havaiano’ para outro, apesar do Hawaii pertencer aos Estados Unidos. É como se eu falasse que o Brasileiro Bruno Santos está auxiliando o Paulista Gabriel Medina no Tahiti ou que o Carioca Rodrigo Resende estivesse fazendo dupla com o Brasileiro Danilo Couto. Enfim, são questões que geram discussões enormes, mas eu agradeço ao toque e espero não tê-lo ofendido por isso.

      Um grande abraço e boas ondas!

  2. SILVIO LUIZ MARQUES disse:

    Sensacional o vídeo.
    Poderia me fornecer o nome da trilha ??
    Obrigado e grande abraço !

Deixe um comentário